Taxa de Referencia
O Banco Central Europeu deverá em breve voltar a aumentar a sua taxa de referência para valores próximos ou até mesmo acima dos 1,50%. Segundo alguns economistas, esta não é uma medida restritiva do BCE, mas sim uma forma de se adaptarem aos mercados e ao ciclo económico em vigor.
No entanto, estas subidas das taxas de referências podem ter efeitos nefastos, no caso da economia se reerguer, o Banco Central Europeu, ficará sem margem de manobra para fazer alterações às taxas e voltar assim a incentivar o mercado.
Alguns dos economistas dos bancos Portugueses apostam numa subida de 25 valores percentuais de base, devido à inflação em período homólogo se ter cifrado em 2,7%, sendo assim o sétimo mês consecutivo em que a taxa é superior aos 2% estipulados pelo BCE como limite mensal.
Apesar destes valores, o petróleo e outras matérias primas têm sido os principais responsáveis por este aumento, visto o PIB manter-se nuns «saudáveis» 2%. De facto, está assim esperado um aumento, depois de 23 meses em que a taxa esteve num 1% e depois subiu para 1,25%.
O economista-chefe do Banco Central Europeu disse na Comissão Europeia que esta taxa de juro não era a mais saudável, tendo em conta a estabilização da situação económica na Zona Euro. Para Portugal, este aumento será negativo tanto para as famílias como para as empresas Portuguesas, aumentando assim os custos relativos às dividas, reduzindo assim a percentagem que pode ser utilizada para consumo.
Esta taxa terá assim forte influência sobre a Taxa Euribor, que rege a grande maioria dos creditos à habitação em Portugal, apesar dos economistas revelaram que no valor da Taxa actual este aumento já está espelhado, podendo no entanto prever-se aumentos.
